Roído às
13:06h
por HardyBrevy
Deep Purple - Live In Florianópolis
Quinta-feira, 05.03.09
Saído do trabalho; tempo apenas para passar em casa para um banho e um misto quente.
Em seguida, busquei meu escudeiro escalado para a missão - o Cuíca -, que após duas aulas de Krav Magá já é praticamente uma máquina de matar. Ou quase.
Dali, para o Floripa Music Hall. Antes de entrar, fiquei imaginando como seria aquele local acostumado apenas a receber terríveis grupos de pagode e os "melhores djs do mundo", como são alardeados todos os que vêm para cá.
Quando entramos, a banda de abertura, a local Immigrant mandava alguns covers de grandes clássicos do rock 'n' roll. Foi um bom aquecimento, mas já deu para notar que a acústica do local parecia não ajudar muito os vocais.
A expectativa só foi crescendo enquanto o palco era arrumado para os astros da noite. E a banda não perdeu tempo para iniciar Highway Star. A galera iniciou o show a toda, cantando a música por inteiro.
Ver aquelas lendas do rock de perto foi quase mágico. Ian Gillan está muito longe do seu ápice e, gripado (como eu soube depois), seus vocais falhavam e teve dificuldades em algumas músicas. Só que, ao contrário do que sempre li, ele esbanjou bom humor durante todo o show, brincando com a plateia mais próxima e distribuindo sorrisos e beijos. Roger Glover foi outro que aproveitou desde o começo para mexer com o pessoal mais próximo. Don Airey e Ian Paice mostraram o domínio de seus instrumentos, e Airey, mais quase no fim do show, a partir do seu solo, se soltou começou a interagir com a plateia.
Mas a estrela do show mesmo foi Steve Morse, que mostrou o quão exímio guitarrista é. Ele liderou o show e cobriu as diversas ausências de Gillan (que ia tomar um fôlego atrás do placo) com solos magníficos e um sorriso de orelha a orelha durante todo o show.
Ver aqueles clássicos ao vivo, sabendo que podia ser a última oportunidade, foi mesmo uma experiência única. Perfect Strangers, Smoke on the Water, Hush e Black Night, dentre outras, fizeram a noite valer cada minuto. Apenas gostaria que Gillan estivesse em melhores condições para detonar em The Battle Rages On, que saiu um pouco abaixo daquelas.