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sexta-feira, 22 de agosto de 2008


Futebol Feminino e a Síndrome de Terceiro Mundo

Não pouparam palavras enaltecedoras quanto a campanha da equipe feminina de futebol do Brasil durante as Olimpíadas. Até porque não valia perder tempo com o time do anão desgarrado.
Então, fiz um esforço descomunal para assistir àquela chatice de futebol feminino e ainda torcer na final contra os Estados Unidos, contrariando a lógica.
Claro. Porque o resultado da final para mim era previsível. Poder divinatório? Não. Apenas sabia que a síndrome de inferioridade característica de nossos atletas se manifestaria novamente. Assim, as brasileiras não tiveram competência para derrotar o acuado time norte-americano. E até minha mãe conhece e (não cansou de repetir) a máxima do "quem não faz leva".
As jogadoras passavam a responsabilidade (bola?) para a seguinte ao mesmo tempo que esbravejavam sem qualquer motivo aparente. E por volta dos 20 minutos do segundo tempo já estavam quase sem fôlego enquanto o time norte-americano seguia com tediosa tranqüilidade. Na prorrogação, foi o tempo de eu ir ao banheiro para sair o gol das adversárias que até agora não vi e nem faço questão.
Existem boas chances de que a síndrome tenha duas exceções nas finais do vôlei. Outro esporte que só (quando) assisto (é) por obrigação à pátria.
Mais uma vez ficou comprovada a eficiência do conjunto cereais, ovos e bacon contra a média e o pão com manteiga.


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