Cammoylla Corporation - A Toca do Rato

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007


Rio de Janeiro

Alguém se perdeu no caminho. Não. Perdeu-se não. Desviou-se demasiadamente, a despeito dos esforços daqueles que lhe querem bem.
Não nos deixamos acreditar que há má intenção em suas ações. Talvez ele busque uma maneira de consertar tudo, porém não percebe que não há saída mágica. Embora não seja tão difícil retornar por esse atalho sinuoso e pegar o caminho reto novamente. Ele é mais longo e é o que deve ser seguido. Esse caminho não comporta garantias de riquezas e sucesso, mas é estável o suficiente para uma vida boa, justa e segura. Não importa quantos passos você deu para trás para retomar o caminho. O importante é quantos passos, daí em diante, você vai dar para frente. Há dez anos, o futuro prometia ser brilhante. Talvez ele não tenha trazido tudo que sonhávamos, mas ainda há tempo. E o presente tem sua própria luz fantástica. Quantos podem se gabar de ter amizades tão verdadeiras que remontam a quase vinte anos? E que esses amigos jamais cansem de apoiar uns aos outros é uma dádiva. Não há motivos melhores para retornar a essa cidade do que as pessoas queridas que aqui se encontram. Porém, dessa vez, há uma ausência amplamente sentida. E por causa disso, semblantes preocupados no lugar de sorrisos.
E eu vejo tudo de uma forma simples. A solução é simples. Só não é fácil. Requer autocrítica, coragem e força de vontade. Coisas que todos temos dentro de nós em dose suficiente. Às vezes, elas estão em águas mais profundas, mas é aí que os amigos entram. Eles estão ali para ajudar a atravessar o rio. Eles não deixarão a correnteza levá-lo ao longe, mas, por mais que queiram, eles não podem nadar por você.
Não se pode viver de ilusões. Não se pode acreditar em propostas mirabolantes, de pouco esforço e resultados magnânimos. Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário, disse Einstein. Em qualquer meio isso é verdade.
Nós permanecemos aqui, unidos. Esperando a tempestade passar. Ela dura mais tempo do que deveria. Mas por causa de nossa amizade, não tememos os trovões ensurdecedores e a água que chicoteia nossas faces. Nenhum bote será tragado pelas ondas do mar revoltoso que essa chuva cria. Unidos permaneceremos.
Pois nenhum Rato jamais se perdeu. E não será na nossa geração o primeiro.

“Una-te aos bons e serás um deles. Ou fique aqui conosco e seja um Rato.”
Rei Rato


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